Mostrando postagens com marcador Consumo Consciente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Consumo Consciente. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de novembro de 2010

70% de todo desmatamento amazônico vira lixo

DA FOLHA ON LINE

Nada de móveis, portas ou cabos de vassoura. De cada dez árvores derrubadas na região amazônica, sete vão para a lata do lixo. De acordo com estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a maior parte da madeira é simplesmente descartada como resíduo.

O principal problema é o processamento dessa madeira. Feito praticamente de forma artesanal e com baixa tecnologia, apenas 30% das toras é aproveitado. Essa fatia representa a parte mais nobre da árvore.

O resto, na forma de serragem e de sobras, é descartado. Segundo Niro Higuchi, coordenador da pesquisa do INPA, é fundamental melhorar o rendimento da floresta. Não basta apenas estancar o desmatamento, por exemplo.

O pesquisador ainda aponta outro motivo para o baixo aproveitamento da madeira: ela é muito barata no mercado local. "É possível comprar um hectare de floresta por R$40", disse à Folha.

De acordo com a Associação das Indústrias Exportadoras de Madeiras do Estado do Pará (AIMEX), não é bem assim. O preço médio de uma árvore varia entre R$90 e R$360, dependendo da espécie.

"A madeira aqui na Amazônia é realmente barata. Mas não é só isso. Ela é explorada de maneira desorganizada", alerta Rosana Costa, engenheira agrônoma do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).

A desorganização dessa exploração não é um problema exclusivo das grandes cidades, que transforma árvore em lixo urbano. Ela afeta também comunidades ribeirinhas - afinal, alguns núcleos incrustados na floresta sobrevivem do processamento de madeira.

Nessas comunidades, todo resíduo é despejado nos rios. "Na água, a serragem pode fermentar e soltar os produtos químicos que foram passados no tronco. Isso causa a morte do rio, como aconteceu no rio Trairão", alerta Rosana.

O objetivo do INPA é reverter, em cinco anos, essa porcentagem, passando a aproveitar 70% da madeira derrubada. O aumento da produtividade acontece em duas etapas.

Na primeira, aperfeiçoa-se a técnica e a tecnologia da indústria madeireira, como o modo de cortar e as lâminas utilizadas.

Em seguida, é a vez dos resíduos. A serragem gera energia em termelétricas. E as sobras, finalmente, podem virar móveis, portas ou cabos de vassoura.

Para Niro, os resultados em laboratório foram animadores. Com isso, já foi firmado convênio com uma madeireira de Itacoatiara (região metropolitana de Manaus) e a aplicação do projeto deve começar até o fim do mês.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Consideradas como um símbolo do desperdício no consumo, as sacolas plásticas têm sido culpadas pela poluição nos oceanos e emissão de carbono.

O mês de janeiro para os Estados Unidos foi um marco inicial e decisivo para a redução do uso de sacolas plásticas no comércio. Uma lei específica que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas no comércio já está em vigor em Washington. Esse tipo de lei é a primeira no país e não se limita somente aos supermercados e abrange toda a cadeia de consumo como livrarias, lojas de eletrônicos, roupas, presentes, etc.

O objetivo principal é obrigar o consumidor a levar a sua própria sacola ou comprar no caixa por 0,05 dólares a unidade.

A idéia da prefeitura e dos ambientalistas é que esta ação se torne um exemplo a ser seguido por outros estados americanos. Isto é bastante aplicável já que menos de 1% de todo o lixo produzido por sacolas plásticas é reciclado.

Outras ações no mesmo caminho também procuram achar soluções para esta problema. A cidade de Nova York possui legislação que obriga que os comerciantes que distribuem sacolas plásticas a se responsabilizem pela reciclagem do material. Seattle também entrou na campanha cobrando 0,20 dólares por sacola para desencorajar o uso de sacolas descartáveis.

Um dos principais problemas gerado pelo consumo exagerado de sacolas plásticas pelo mundo é a poluição dos oceanos e emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.











No Brasil o Governo brasileiro e redes de supermercados também estimulam o não uso de sacolas. A rede de supermercaodos Carrefour prometeu oficialmente que iria interromper em quatro anos o uso se sacolas plásticas.

Após o pronunciamento hoje da Carrefour o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc anunciou que desde o início da campanha "Saco é um Saco"lançada em em junho de 2009 o brasileiro deixou de usar mais de 800 milhões de sacolas plásticas.


Ávila Capibaribe


Consideradas como um símbolo do desperdício no consumo, as sacolas plásticas têm sido culpadas pela poluição nos oceanos e emissão de carbono.

O mês de janeiro para os Estados Unidos foi um marco inicial e decisivo para a redução do uso de sacolas plásticas no comércio. Uma lei específica que proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas no comércio já está em vigor em Washington. Esse tipo de lei é a primeira no país e não se limita somente aos supermercados e abrange toda a cadeia de consumo como livrarias, lojas de eletrônicos, roupas, presentes, etc.

O objetivo principal é obrigar o consumidor a levar a sua própria sacola ou comprar no caixa por 0,05 dólares a unidade.

A idéia da prefeitura e dos ambientalistas é que esta ação se torne um exemplo a ser seguido por outros estados americanos. Isto é bastante aplicável já que menos de 1% de todo o lixo produzido por sacolas plásticas é reciclado.

Outras ações no mesmo caminho também procuram achar soluções para esta problema. A cidade de Nova York possui legislação que obriga que os comerciantes que distribuem sacolas plásticas a se responsabilizem pela reciclagem do material. Seattle também entrou na campanha cobrando 0,20 dólares por sacola para desencorajar o uso de sacolas descartáveis.

Um dos principais problemas gerado pelo consumo exagerado de sacolas plásticas pelo mundo é a poluição dos oceanos e emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.


Ávila Capibaribe


quinta-feira, 11 de março de 2010

FAZENDO A MINHA PARTE

No Brasil o uso excessivo de sacos plásticos nas feiras e em supermercados em geral somam 12 bilhões de unidades por ano. Isto se dá devido a comodidade dos sacos para transportar produtos, baixo custo para o consumidor, reutilização como embalagens e para uso como sacos de lixo.

No mundo estima-se que este número pode chegar a um trilhão de unidades sedo descartadas na natureza todos os anos. No Brasil o problema se agrava por causa da disposição inadequada destes sacos em lixões espalhados por todo o país, uma vez que são usados para transportar o lixo doméstico da grande maioria das residências brasileiras.

Na natureza o tempo necessário para a decomposição destes sacos pode levar até 400 anos.

Uma iniciativa do governo brasileiro através do Ministério do Meio Ambiente com o objetivo de educar a população sobre estas questões envolvendo o consumo demasiado de sacos plásticos foi a campanha “Saco É Um Saco! Que aproveitou a carona no Dia Mundial sem Carro e estimulou o uso de caixas, carrinhos de feiras e sacolas retornáveis.

- "Muito ainda deverá ser feito, não somente por iniciativas mas sobretudo em pesquisas com novas tecnologias de materiais plásticos biodegradáveis. Nós do Condema de Ubajara iremos propor ações semelhantes para o nosso município!" comenta Ávila Capibaribe presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Ubajara.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

VOCÊ SABE O QUE É CONSUMO CONSCIENTE?

Veja o que o Instituto AKATU comenta sobre esse tema.

Pense rápido: o que é consumo? A palavra é bem conhecida de todos e, seguramente, tem algum significado para você. Consumir implica em um processo de seis etapas que, normalmente, realizamos de modo automático e, mais ainda, muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto, pois não engloba todo o sentido do verbo. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido.
Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Ao acordar, vamos ao banheiro e consumimos água, eletricidade, pasta de dente e sabonete. Depois tomamos café-da-manhã e lá vai café, pão, manteiga, geléia, frutas, água, eletricidade. E mais água para fazer o café e para lavar a louça. Quando saímos para o trabalho, a menos que se vá a pé ou de bicicleta, consumimos combustível, mesmo que seja do ônibus, e no caso do metrô, energia elétrica. Dependendo da ocupação de cada um, haverá diferentes tipos de consumo, mas é quase certo que haverá uso de eletricidade, papel e cafezinho, por exemplo. Portanto, mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa.
Por isso o consumo é algo muito importante e que provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos que arcar com as despesas do consumo e também nos beneficiamos do bem estar derivado dele. Depois, o impacto na economia, porque ao adquirirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E por fim, o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produção de tudo o que consumimos.

O consumo é um dos nossos grandes instrumentos de bem estar, mas precisamos aprender a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira diferente da atual, visto que o modelo hoje utilizado de produção e consumo contribuiu para aprofundar alguns aspectos da desigualdade social e do desequilíbrio ambiental. Mas as coisas não precisam ser assim e existe um enorme potencial para que o consumo que nos trouxe a essa situação, se exercido de outra forma, nos tire dela. Vamos ver como?


Consumo Consciente

Bem, agora que você já sabe que muitos dos nossos atos são atos de consumo e que eles impactam a sua vida e as condições da vida no planeta, chegou a hora de saber como você pode usar suas escolhas de consumo para ajudar a construir um mundo social e ambientalmente melhor. O caminho passa pela adoção do consumo consciente. E o que é consumo consciente? É consumir levando em consideração os impactos provocados pelo consumo. Explicando melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.
O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a  sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.
O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade  sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.
Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.
Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo simples. Você já deve ter ouvido falar que a água é um recurso natural escasso e que cerca de 30% da população mundial não tem acesso à água tratada de boa qualidade. Portanto, mesmo que você consiga arcar com sua conta de água, e portanto possa, em princípio, gastar o montante de água que lhe aprouver, tal fato trará como impacto a não disponibilidade de água, um recurso precioso e muito escasso, para um grande número de pessoas. Além disso, antes da água chegar à sua torneira, ela é tratada. Esse tratamento custa dinheiro. Se você economizar, o volume de água tratada será menor e os custos serão mais baixos. Caso contrário, para aumentar o abastecimento, a prefeitura terá de investir em novas estações de tratamento, que exigirão investimentos e usarão o dinheiro que poderia ser aplicado em outras áreas, tais como saúde, educação ou transporte. Um outro ponto a considerar é que, se a água for usada em quantidade maior do que a realmente necessária,  talvez as fontes usadas já não consigam atender a demanda. Se isso acontecer, as autoridades terão de buscar água mais longe, o que provavelmente vai encarecer o custo da água e vai dificultar o acesso a ela pelas populações de mais baixa renda.
A falta de água de boa qualidade provoca diversos males. Entre 1995 e 2000, só no Brasil, ocorrerram 700 mil internações hospitalares por doenças relacionadas à falta de água e saneamento básico. Portanto, quando você fecha a torneira ao escovar os dentes, ao se ensaboar no banho e ao lavar a louça, você está praticando um ato de consumo consciente, um ato que terá um impacto positivo sobre a sociedade porque ajudará a preservar água para os outros; terá um impacto positivo para a economia porque adiará a necessidade de novos investimentos no setor; terá um impacto positivo sobre a natureza porque não estará pressionando as nascentes; e terá um impacto positivo para você, que vai economizar na conta de água. 


CONSUMO CONSCIENTE

É consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem estar e não fim em si mesmo 

É consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem estar da sociedade e do meio ambiente

É consumir sustentavelmente: deixando um mundo melhor para as próximas gerações

Fonte: http://www.akatu.org.br